Seis dos 36 presos pela Polícia Federal na Operação Voucher foram brindados com uma cota extra de constrangimento.
Do Josias de Souza
Depois de submetidos às algemas da PF, tiveram vazadas as fotos
tiradas no momento da identificação no Iapen (Instituto de
Administração Penitenciária) do Amapá. As imagens foram parar na primeira página do diário ‘A Gazeta’, de
Macapá. “Dos gabinetes de Brasília às celas do Iapen”, eis o título que
adorna a notícia. Os presos são exibidos com o torso nu. Seguram cartazes com a própria identificação.
Entre os detidos cujos rostos foram parar no jornal estão três nomões:
O secretário-executivo do ministério, Frederico da Silva Costa…
…o secretário de desenvolvimento de projetos turísticos, Coubert Martins, ex-deputado do PMDB da Bahia…
…E o ex-presidente da Embratur e ex-secretário-executivo do
ministério Mário Moyses, petista do grupo da senadora Marta Suplicy
(SP).
Se o governo considerava as algemas abusivas, a exibição das fotos há de ser vista como abuso ainda maior.
- Atualização feita às 22h14 desta sexta (13): Dilma Rousseff considerou inaceitável a divulgação das fotos.
O ministro José Eduardo Cardoso (Justiça) pediu providências ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça.
CENSURADO - Sem assistir a uma cena sequer do filme, um grupo composto por pelo menos 15 pessoas - entre elas marqueteiros, políticos, advogados e juízes - conseguiu suspender por tempo indeterminado, em todo o Rio de Janeiro, a exibição do longa-metragem "A Serbian film - Terror sem limites", a primeira e polêmica obra do diretor sérvio Srdjan Spasojevic. A medida causou indignação no meio cinematográfico e levou 150 pessoas às portas do Cine Odeon, no último sábado, para protestar contra o veto.
'Esta claro pra todo mundo que o transporte sobre trilhos é um dos meios mais eficazes de locomoção de pessoas, produtos, cargas e etc. A maioria dos paises desenvolvidos (pra não dizer todos) utilizam trens divididos em categorias, que sao: pequena(metros dentro da cidade), media (de cidade pra cidade) e longa distancia (de estado pra estado).
E reparei que todos paises que usam esses sistema, tem muito turismo interno, ja que custa pouco e vc precisa chegar com 5 minutos de antecedencia nos trens (de cidade pra cidade, ou de estado pra estado), e faz uma viagem relativamente confortavel e agradavel, não precisa de toda uma burocracia de aeroporto, alem do mais ja é uma viagem turistica em si.
Li uma noticia dizendo que esse ano em muitos paises, as viagens em trem ultrapassaram as de avião.
Não vejo nenhuma noticia negativa em relacao a trens que cobrem todo um pais.
Todos os finais de semana, vejo que tem gente que vem da outra parte do pais so viajando de trem, gente de outros paises, gente que vem de cidade pequena e de trem conheceu outra cidade pequena e vive la. A impressão que tenho é que com trem o pais literalmente muda.
Quando usados como transporte de carga é um dos meios mais efetivos de transporte.
Queria ajuda dos amigos que sabem do assunto.
Agora que o Brasil esta crescendo, porque não forrar ele de linhas de trens? E bota o povo, tudo e todos pra circular internamente?
Projeto fake de trem de alta velocidade no Brasil, entre os destinos os trens fazem paradas em cidades menores. (bem que podia ser verdade)
O acidente com o helicóptero pilotado pelo empresário Marcelo de Almeida, no sul da Bahia, na sexta-feira (17), evidenciou as relações delicadas entre o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e empresários. Na aeronave, estavam, além de Almeida, Jordana Kfuri Cavendish e o filho Luca, Fernanda Kfuri e o filho Gabriel, a babá Norma Assunção e Mariana Noleto, namorada de Marco Antonio Cabral, filho do governador.
O governador Sergio Cabral sempre envolto em relações perigosas...
Cabral e Marco Antonio estavam com o grupo, que viajou do Rio para a Bahia em um jato do empresário Eike Batista, para comemorar o aniversário de Fernando Cavendish (marido de Jordana), dono da Delta Construções. Cabral e o filho embarcariam na próxima viagem do helicóptero entre o aeroporto de Porto Seguro e o Jacumã Ocean Resort. Segundo O Globo, a Delta, nascida em Recife, ganhou impulso no Rio ainda no governo Anthony Garotinho e ocupa hoje posição de destaque no orçamento do Estado, com a execução de grandes obras.
Os laços do empresário [Fernando Cavendish]e da Delta com o Estado foram se estreitando nos últimos anos. Se é o “príncipe do PAC” por conta do expressivo número de obras do programa federal que estão na carteira de sua empresa, Cavendish é o rei do Rio, se for considerada a generosa fatia do bolo de recursos do estado que recebeu nos últimos anos ou está prestes a abocanhar, por obras como a reforma do Maracanã ou do Arco Rodoviário, ambas estimadas em R$ 1 bilhão cada. Em 2007, no primeiro ano do governo Cabral, a Delta teve empenhos (recursos reservados para pagamento) no valor total de R$ 67,2 milhões.
No ano passado, o número deu um salto de 655%, para R$ 506 milhões.
A oposição na Assembleia Legislativa vai cobrar explicações de Cabral sobre esse relacionamento tão próximo com os empresários. “Não fica bem ele aparecer em festinhas de empreiteiros”, disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL), ao Globo. Porém, como bem disse o próprio Freixo, é necessário deixar passar o momento doloroso para essas cobranças. A tragédia pessoal deve ser respeitada, assim como o dever público e a transparência nos negócios do Estado. O governador está de licença do cargo, por motivos particulares.
RIO - Embora
revólveres e pistolas não apaguem incêndios, os bombeiros do Rio estão cada vez
mais armados. Tropa auxiliar do Exército de acordo com a Constituição federal,
eles têm direito ao porte de arma, que é proibido em todo o território
nacional, exceto para as Forças Armadas e atividades de segurança pública. No
Rio, hoje, 5.068 homens do Corpo de Bombeiros que deveriam estar voltados para
o combate ao fogo cadastraram armas de uso pessoal na corporação. Um pequeno
exército, que representa um terço do total de 16.550 praças e oficiais do
estado.
Pelas normas
internas da corporação, um bombeiro no Rio pode ter até três armas - apesar de
serem proibidos de usá-las em serviço. Uma de porte, que pode ser um revólver
38 ou uma pistola 380, e duas de caça, sendo uma de alma lisa (espingarda, por
exemplo) e outra de alma raiada (carabina). Um policial militar fica limitado a
duas armas pessoais de porte (revólveres 22, 32, 38 ou pistolas, que podem ser
0.40 ou 380).
Bombeiros aposentados também cadastram armas
E a fila
para a autorização de pedidos de porte de arma não para de crescer. Há ainda 42
bombeiros da ativa e nove inativos aguardando sinal verde do comando. Sim,
porque a cultura militar chega aos aposentados: 622 bombeiros vestiram o
pijama, mas mantêm armas cadastradas.
Para obter a
autorização para andar armado, o bombeiro deve ter bom comportamento e dez anos
de serviço. O Corpo de Bombeiros garante que há um controle rigoroso. Se o
militar for acusado num processo criminal, perde o porte, e a arma fica
acautelada em sua unidade até o término da ação. Ainda segundo o comando do
Corpo de Bombeiros, as normas da corporação são as mais restritivas no Estado
do Rio.
Em 2008, o secretário de Segurança, José Beltrame, chegou a propor um
projeto para restringir o uso de armas por bombeiros, mas a proposta não
avançou. Na ocasião, acreditava-se que até 25% da tropa poderiam estar
envolvidos em milícias. De acordo com o Corpo de Bombeiros, apenas 16
militares foram ou estão sendo investigados. Desses, oito foram submetidos a
processo administrativo disciplinar e excluídos da corporação. Dois morreram e
três respondem a processos administrativos.
Especialistas defendem desmilitarização dos bombeiros
Publicada em
18/06/2011 às 20h17m
O Globo
RIO - Para
especialistas, a desmilitarização dos bombeiros - frequentemente associados a
milícias - é uma necessidade urgente. Na opinião de todos os consultados pelo
GLOBO, a rotina militar desvia o foco da atividade fim, além de comprometer a
profissionalização e a autonomia. O jurista Hélio Bicudo, que nos anos 90
apresentou um projeto de desmilitarização da tropa quando era deputado federal,
considera que a transformação de bombeiros em servidores civis é uma medida
óbvia e necessária.
- Por que
bombeiro precisa ser militar ou usar armas? É óbvio que não faz sentido. Todo
mundo sabe, mas não se faz nada porque não interessa à Polícia Militar, que em
alguns lugares comanda os bombeiros, e ao próprio Exército, porque são forças
auxiliares - avalia.
Até empresário de arma acha um "erro histórico"
Tratar como
urgentes a desmilitarização do Corpo de Bombeiros e o fim da autorização de
porte de arma para seus integrantes é consenso. O advogado e oficial da reserva
do Exército Fernando Humberto, presidente da Confederação Brasileira de Tiro e
Caça do Brasil e empresário da indústria de armamento, afirmou que bombeiro
militar e armado é um erro histórico que o país precisa corrigir:
- Defendo
que todo cidadão brasileiro tenha o direito de possuir uma arma, mas considero
um absurdo a militarização dos bombeiros. Eles deveriam ter só status civil,
como acontece em outros países. Bombeiro também não precisa de arma, de andar
armado. Precisamos corrigir já esse erro histórico.
O professor
de sociologia e pesquisador da área de segurança pública da Universidade de
Brasília (UnB), Antônio Flávio Testa, acha absolutamente dispensável o uso de
armas por bombeiros.
- Numa
sociedade democrática, os bombeiros têm que seguir uma lógica profissional, com
gestão autônoma e avaliação de desempenho. É muito importante para o país que
se repense toda a estrutura da defesa civil. No Brasil, menos de mil municípios
têm corpos de bombeiros. É uma das instituições mais carentes do país - afirma.
- Além da questão salarial, há um outro lado que é o problema da identidade dos
bombeiros. Nesse aspecto, a desmilitarização seria muito positiva.
O
antropólogo Roberto Kant de Lima, professor titular da Universidade Federal
Fluminense (UFF) e coordenador do Instituto de Estudos Comparados em
Administração Institucional de Conflitos, também acha que os bombeiros deveriam
pertencer a uma instituição civil, sem direito ao porte de arma.
- As origens
do Corpo de Bombeiros se encontram ligadas à participação solidária de membros
da sociedade em casos de acidentes ou catástrofes. Quanto às armas, são
prerrogativa de militares, mas não de bombeiros, que deveriam estar
acompanhados da devida proteção policial para exercer suas tarefas sem riscos
desnecessários - afirmou Kant.
Segundo ele,
a sociedade, em virtude dos preconceitos enraizados, considera que o povo é
fraco, desorganizado e rústico, e que somente é possível organizá-lo através de
hierarquias rígidas e, consequentemente, extremamente repressivas.
- Essa
concepção de ordem hierárquica indissociavelmente vinculada à disciplina remete
à necessária organização policial-militar e, mais extraordinariamente ainda,
aos bombeiros militares. Na minha opinião, é uma visão equivocada.
Pesquisador: armas podem colocar sociedade em risco
Pesquisador
do Laboratório de Análise da Violência da Uerj, Ignácio Cano diz que o caráter
militar é negativo:
- Os
bombeiros, submetidos a uma disciplina militar, não podem se organizar em
sindicatos e têm dificuldades para canalizar suas demandas. O fato de portar
armas pode ainda colocá-los num risco individual maior, especialmente em áreas
de controle de grupos criminosos.
Ainda
segundo ele, a sociedade sofre com o risco da proliferação de agentes públicos
armados. Armas que não são usadas para protegê-la, mas para fins privados,
observa:
- No caso
mais extremo, encontramos bombeiros membros de milícias, que usam essas armas
para achacar a sociedade.
Apesar da
unanimidade em torno do tema, o processo de desmilitarização depende da
apresentação de um projeto ao Congresso alterando o texto da Constituição.
A presidenta Dilma na ocasião do anúncio em que beneficia o plano agrícola
Os agricultores brasileiros terão R$ 107,2 bilhões para a safra de
2011 e 2012. Hoje, a presidenta Dilma Rousseff foi a Ribeirão Preto (SP)
para o anúncio dos recursos. Segundo ela, o Brasil tem na agricultura
três características para ser uma potência: potência de alimentos,
potência energética e potência ambiental. “Temos um outro compromisso,
que é o fato de que também temos que ser uma potência social”, disse.
Para esse desafio, afirmou ela, os alimentos são essenciais para que a
população brasileira tenha de fato as condições para vencer a
desigualdade. “Eu acredito que no fim e ao cabo, garantir uma mesa farta
para os 190 milhões de brasileiros e brasileiras é sem dúvida uma das
expressões melhores do que nós podemos chamar de uma país rico, sem fome
e sem miséria.”
A presidenta ressaltou a característica brasileira de conciliar o
crescimento agropecuário com a sustentabilidade ambiental e lembrou que o
Brasil é o país de matriz energética mais limpa e renovável do mundo.
Para ela, é necessário apostar no crescimento da produção com a
utilização cada vez menor de terras. Nesse ponto, a presidenta
reconheceu a necessidade crescente da utilização de novas tecnologias e
elogiou trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa). “É uma questão essencial para nosso posicionamento no mundo”,
frisou.
Ao tratar das características do Plano Safra 2011-2012, Dilma
Rousseff deu ênfase à política desenvolvida para os médios agricultores e
lembrou que o objetivo do governo é fazer com que cada vez mais
brasileiros adentrem à classe média.
O governo aposta, lembrou a presidenta, no fortalecimento e no
enriquecimento da classe média, fundamental para que o país se
desenvolva econômico e socialmente.
A presidenta Dilma lembrou ainda que a relação agricultura e
desenvolvimento deve ser uma consciência compartilhada entre o governo e
sociedade e indispensável ao futuro da humanidade. Para ela, o plano
Agrícola e Pecuário 2011-201 foi desenvolvido a partir “da
responsabilidade de cada um de nós com o dia de amanhã” e na “tentativa
de construir essa estratégia”.
“Sei que somos um dos poucos países do mundo em condição de disputar,
a um longo prazo, uma posição excepcional na questão de fornecimento de
alimentos para o mercado internacional “, afirmou. “Nós somos também
aquele país que por 190 milhões de razões temos que abastecer com
alimento de qualidade e a preços adequados o nosso mercado interno que
está crescendo e que será cada vez mais forte.”